Estas são as principais preocupações dos gerentes de TI no Brasil

Perda de dados, danos ao negócio e custo é o que mais aflige os gerentes de tecnologia, segundo estudo da Sophos.

Gerenciar a cibersegurança nas corporações ocupa, aproximadamente, 28% do tempo das equipe de TI no Brasil, segundo nova pesquisa da empresa de cibersegurança Sophos. Publicado na última semana, o estudo “Quebra Cabeça Impossível da Cibersegurança” aponta as principais preocupações sobre o assunto.

De acordo com a pesquisa, a perda de dados é a preocupação número 1 para a maioria (77,5%) dos gerentes de TI no Brasil quando o assunto são ciberataques. Na sequência, danos ao negócio e custo (tempo e dinheiro) são outras das principais preocupações desses profissionais, sendo citadas, respectivamente, por 66% e 21% deles. O levantamento entrevistou 3.100 gerentes de segurança de 12 países diferentes, sendo 200 executivos do Brasil.

Como começam os ataques?

A pesquisa revela que, apenas no Brasil, 33% dos ataques analisados começam com e-mails falsos, 30% pela web, com sites falsos ou maliciosos, 22% via softwares baixados e 13% por dispositivos USB, como pen drives e até mesmo teclados.

Rafael Foster, especialista de segurança da Sophos, destaca que, por mais que pareça uma prática antiga, os ataques com dispositivos USB ainda são muito comuns, especialmente no Brasil, onde é possível comprar pen drives comprometidos em bancas de jornal, de vendedores ambulantes e pela internet.

Quando perguntado sobre a efetividade da Inteligência Artificial (IA), Foster aponta que a tecnologia pode tornar os sistemas de segurança mais preventivos do que curativos, agindo antes dos ataques e não recuperando o que já foi comprometido. “Antigamente o modelo de segurança era reativo, agora com inteligência artificial o modelo pode ser proativo”, diz.

Cerca de 20% dos gerentes de TI entrevistados afirmam não terem ideia de como foram invadidos e quais os possíveis dados foram roubados durante o ataque

A empresa concluiu também que um serviço de segurança com inteligência artificial em nuvem pode analisar arquivos individualmente e identificar a porcentagem de códigos maliciosos já usados antes em ataques no mundo todo. Em questão de segundos o serviço atualiza o servidor e bloqueia todos os arquivos que foram encontrados com esses códigos, assim todos os computadores da rede ficam protegidos.

Matéria “CIO”